VW nega ter dado ultimato à Porsche sobre fusão

Informação divulgada por revista foi desmentida pela montadora

A Volkswagen negou que tenha dado à Porsche um ultimato para aceitar o plano de fusão envolvendo as duas montadoras. A informação de que a VW estaria pressionando a Porsche a acelerar um acordo foi divulgada no último final de semana pela revista Der Spiegel.

Descontente, a marca famosa por seus esportivos divulgou um comunicado acusando a VW e o estado alemão da Baixa Saxônia – segundo maior acionista da empresa – de extorsão e disse que “não se deixaria pressionar” para tomar uma decisão.

No entanto, um porta-voz da Volkswagen desmentiu que a fabricante tenha exigido uma resposta por parte da Porsche até esta segunda-feira, alegando que “não há qualquer tipo de ultimato”.

De acordo com a publicação alemã, a VW estaria exigindo uma resposta sobre uma eventual aquisição de 49% das ações da Porsche até esta segunda-feira, 29 de junho. O valor da transação giraria entre 3 a 4 bilhões de euros, ou algo em torno de 8 a 10 bilhões de euros.

Ainda segundo a Der Spiegel, a empresa de Stuttgart teria de devolver uma quantia de 700 milhões de euros para a VW caso não aceite o acordo. A quantia seria referente à um empréstimo concedido pela Volkswagen em março de 2009.

Começar de novo

A Ferrari entregou os pontos. Para o GP da Alemanha, os italianos carregam mais uma atualização do F60, mas, muito em breve, a equipe começa a se concentrar no projeto 2010, já que o título da temporada atual se tornou inalcançável.
Montezemolo contou que a proibição dos testes dificulta o trabalho de recuperação no campeonato, por isso a etapa de Nurburgring marcará o começo do desenvolvimento do novo bólido, uma vez que o regulamento do próximo Mundial vai se solidificando à medida em que a rixa entre Fota e FIA tende a terminar.
“Estou muito confiante a respeito da melhora do nosso carro na próxima corrida, e daí estaremos totalmente concentrados no carro do próximo ano, sem Kers, com regras claras, depois de um importante acordo que fizemos com a FIA nesta semana”.

O presidente da Ferrari também voltou a reclamar do difusor, exemplo das regras nebulosas que pegaram de surpresa boa parte das equipes neste ano.
Se Luca deu a entender que o KERS será banido em 2010, só nos resta desejar que o extrator de dois andares tenha o mesmo destino. Afinal, o conceito do regulamento foi ferido a partir do instante em que se aprovou um dispositivo capaz de melhorar a eficiência aerodinâmica dos carros, enquanto se esperava que a carga fosse reduzida como um todo.
Quando se vira um regulamento de pernas para o ar, como ocorreu na transição 2008-2009, o risco de algo escapar dos planos é considerável; mas em 2010 a FIA tem que voltar a cravar suas regras. E que daí em diante, as mudanças enfim se tornem menos frequente do que neste período recente da Fórmula 1.

VW exige resposta da Porsche sobre fusão, diz revista

Negociação pode ser definida até o dia 29 de junho

A Volkswagen informou que a Porsche tem até a próxima segunda-feira, 29 de junho, para decidir se aceita a proposta de compra enviada em conjunto pela montadora e pelo estado da Baixa Saxônia, um dos maiores acionistas da empresa.

Segundo informações da revista Der Spiegel, a oferta da VW consiste na aquisição de 49% das ações da Porsche Holding, por um valor que varia entre 3 e 4 bilhões de euros (algo em torno de 8 a 10 bilhões de reais).

A proposta ainda inclui que o Catar – emirado apontado como candidato à compra da Porsche – assuma o controle de parte das ações compradas pela Volkswagen antes da fusão entre as duas montadoras.

Em comunicado oficial, a marca de esportivos repudiou a atitude da Volkswagen, informando que “não se deixará pressionar” para tomar uma decisão sobre o futuro da empresa.

O presidente do conselho de vigilância da Porsche, Wolfgang Porsche, afirmou que todos estão empenhados em garantir “um futuro bem-sucedido” junto à VW “pelo bem das duas empresas”. “Por isso, nos irrita bastante a escolha dos termos de sua declaração”, concluiu.

De acordo com a reportagem, caso a Porsche não aceite a oferta da Volkswagen, a montadora de Stuttgart terá de devolver até o mês de setembro um valor de 700 milhões de euros, referente a um crédito concedido pela VW em março deste ano. A ajuda financeira foi dada para tentar sanar parte das dívidas da Porsche, que chegam a 9 bilhões de euros, ou cerca de 24 bilhões de reais.

No início do ano, a empresa chegou a anunciar que pretendia adquirir 75% das ações da Volkswagen, mas a operação foi suspensa por conta da crise mundial. Já em maio de 2009, a Porsche revelou que negociava a criação de uma fusão com a VW. A maior montadora européia chegou até a anunciar sua desistência do negócio, mas voltou atrás dias depois.

Caso esta nova empresa seja realmente criada, VW e Porsche passariam a deter 40% das ações, enquanto que o estado da Baixa Saxônia – maior acionista da Volkswagen – ficaria com 20%. Já o Catar seria proprietário de 15% e os 5% restantes seriam destinados para um fundo estatal.

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Suspiros da guerra encerrada

Dois rivais apertam as mãos e selam a paz reservadamente após um acordo produtivo para ambos os lados. Logo depois, uma das partes comenta o fato em tom de vitória, comemorando o resultado como se tivesse aplicado um golpe de ippon em seu oponente.
Os pulos de alegria da Fota pegaram mal. Falaram mais do que a realidade permitia, foram inconvenientes e infantis, provocando um pequeno surto de raiva de Max Mosley, que atacou de volta, inclusive ameaçando, nas estrelinhas, se manter na presidência por mais um tempo:
“Se você deseja que o acordo que fizemos tenha alguma chance de sobrevivência, você e a Fota precisam retificar suas ações imediatamente. Vocês precisam corrigir essas falsas informações que foram dadas e, depois, não dar declaração nenhuma. Você, em pessoa, precisa emitir uma correção e pedir desculpas na sua entrevista coletiva nesta tarde”, escreveu a Montezemolo.
“Fiquei chocado ao ver que a Fota veiculou a informação de que o senhor Boeri (presidente do Automóvel Clube de Mônaco e do Senado da FIA) havia tomado conta da F-1, algo que você sabe que é completamente irreal, e que eu fora forçado a deixar meu cargo, outra falsidade. E, aparentemente, eu não teria nenhum papel na FIA até outubro, algo sem nenhum sentido até pelos estatutos da FIA”.

Mosley não aceita sair como perdedor, e nem merece, afinal sua não reeleição é antes de mais nada uma decisão própria de quem já planejava deixar o cargo livre após mais de uma década na cadeira principal.
Max escreveu também à FIA alertando a entidade sobre o homem a ser escolhido para sucedê-lo: “Essa questão é uma matéria exclusiva de vocês, membros da FIA, e definitivamente não dos construtores de carros. Ter um presidente sob influência da Fota colocaria em risco todo o excelente trabalho de nossa organização e na promoção de melhores resultados ambientalistas e relativos à segurança da frota de veículos”.
“Isso pode resultar em problemas a curto prazo na Fórmula 1. É possível que a Fota crie um campeonato independente. É direito deles, contanto que esteja sob o Código Esportivo Internacional. Mas o Mundial de F-1 continuará sendo organizado pela FIA como foi nos últimos 60 anos. O campeonato já teve momentos difíceis no passado e certamente terá no futuro, mas não há motivo para dar o controle a ninguém de fora da entidade”.

A chance de racha que ele mensiona não é tão alta; se não aconteceu antes, não acontecerá mais. Tudo o que se faz necessário é a ascenção de um nome independente dos interesses da Fota na presidência da federação. A Fórmula 1 não precisa e nem deve ser dirigida pelas equipes. A FIA é a verdadeira gestora das regras da categoria.
Da mesma forma que as expectativas não eram boas com relação a um campeonato de monopostos organizado por escuderias, seria ruim ver a F-1 cair nos braços dos times que a disputam. A mudança esperada virá com a entrada de uma nova mentalidade, uma criatura que assuma o cargo de Mosley e ponha fim à pirotecnia de regrinhas bobas que surgem e desaparecem segundo a boa vontade do dirigente trapalhão.
Para realizar bons mandatos, o presidente subsequente terá de mostrar pulso firme para bater de frente com as exigências da Fota em algumas oportunidades, visto que ela é uma organização de forte peso político, criada a menos de um ano, mas que já fez e aconteceu nesse meio tempo de existência. O desafio do sucessor inclui a aceleração do corte de gastos para assegurar a viabilidade do esporte, evitando retiradas surpresa ao estilo da Honda. Além, claro, de buscar melhores mecanismos técnico-esportivos, após as aparentemente fracassadas modificações nos bólidos desse ano, que não renderam o incremento sensível de ultrapassagem que gostaríamos de presenciar.
O bate-boca Max-Luca ainda persiste, mas o acordo traçado tem tudo para ser seguido. O presidente X vem aí. No momento, o difícil é prever quem.

F-1 a salva

Acabou. A novela de bastidores chegou ao fim com final feliz para a Fórmula 1, que seguira sendo disputada pelas equipes componentes da Fota, que desistiram de deixar a categoria. Mais do que isso: livre dos devaneios de Max Mosley, o presidente que enfim resolveu parar de disputar a reeleição da FIA.
Após a reunião, ele contou: “Haverá apenas um campeonato de F-1. Concordamos com uma redução de custos. O objetivo é, nos próximos dois anos, atingir os níveis de gastos do início dos anos 1990″.
“Agora vamos ter paz”, afirmou Max, dando fim à guerra e comunicando sua aposentadoria, tão sonhada por ele quanto por todos os demais.

A Fota conseguiu derrubar o teto. Logo sairá a lista oficial das escuderias do grid 2010. Uma Fórmula 1 com mais carros. Gente nova no comando da federação. A categoria promete gastar menos a cada ano, assegurando a permanência dos times que lá estão. A estabilidade política foi restabelecida. Em breve, um novo Pacto de Concórdia deve surgir.
Foi uma rixa feia, chata, cansativa, assustadora, desgatante. Mas o resultado não poderia ser mais positivo. Resta esperar o comunicado da Fota confirmando o encerramento dos conflitos e a ratificação dos acordos.
Ecclestone, Mosley e Montezemolo trabalharam bastante durante a madrugada para que a reunião no Conselho servisse apenas para firmar a pacificação na Fórmula 1. Pacificada está.

Rádio OnBoard - Edição de Silverstone

No ar, a edição número 46 da Rádio OnBoard!
Fábio Campos e Ron Groo marcaram presença a meu lado para discutirmos nossa pauta do GP da Inglaterra.
Para quem assinava o feed antigo, vale lembrar que lançamos o novo feed oficial, mais confiável, mais completo, que receberá todas as novas edições sem exceção (ao contrário do feed anterior, que ficará incompleto, embora continue ativo). Assine o feed oficial clicando aqui.

*Disputas de pista em Silverstone

*A vitória de Vettel

*Fim de semana da Brawn

*Massa, de 11º para 4º

*Ferrari, a única a usar o KERS

*Os zerinhos do Lewis que a TV não mostrou

*A corrida de Piquet

*Williams passa McLaren no Mundial

*A estagnação gráfica da F-1


*Chance de resolução dos conflitos políticos

Estaremos de volta após duas semanas, antes do GP da Alemanha em Nurburgring. Até a próxima.

Enquete F-1

O Blog F-1 vinha perguntando: “Você torce pela abolição do KERS no Mundial 2010?“.
55 cliques deixaram a enquete bem definida:
Sim - 72,73%
Não - 27,27%
Pelo visto, o pessoal também não aprovou o sistema. A verdade é que o KERS não faz tanta diferença em termos competitivos. O máximo que conseguiu até agora foi prejudicar as equipes que o utilizaram. Ferrari, McLaren, Renault e BMW: todas decepcionam no campeonato. Coincidência?
Uma frase muito interessante do Domenicali dita nesse fim de semana merece destaque: “Sei que se essa quantidade de dinheiro fosse destinada para o desenvolvimento do carro, seríamos rápidos como a Red Bull. Foram milhões de euros!”, reclamou, mostrando que se confirmou a incoerência de uma certa entidade que quis empurrar o dispositivo para cima das equipes já nesta temporada, contrariando o progressivo corte de custos. De quebra, todos os times que optaram por desenvolvê-lo perderam a chance de investir em áreas mais representativas do carro. Agora, um a um, eles vão abandonando o uso do KERS. Na Inglaterra, somente a Ferrari correu com.

Algumas poucas vezes, o push-to-pass deu respingos de emoção nas disputas de pista. Mas foram fatos raros, que podemos contar nos dedos. No ano que vem, caso haja a padronização do sistema de recuperação, o resultado será inexpressivo. Se, quando certos times usaram e outros não, o KERS não se provou uma ferramenta tão eficiente para a realização de ultrapassagens; assim que todos os bólidos estiverem igualmente equipados, ocorrerá o nivelamento que definitivamente não trará nenhum tipo de contribuição para o espetáculo.
As equipes querem banir o KERS em 2010. Considerando a instabilidade do atual momento, essa solicitação pode ser facilmente atendida, afinal há fatores muito mais polêmicos na discussão com o Mosley, de forma que o caro dispositivo se torne naturalmente descartável para colaborar com a desejada conciliação entre as partes. Espero.

Silverstone ou Donington?

Dez entre dez responderão Silverstone, é lógico.
Notícia boa se tornou uma verdadeira raridade na F-1, sobretudo vinda da boca de um grande dirigente. Mas eis um motivo para se animar: O GP da Inglaterra pode ficar em Silverstone.
Nas palavras de Bernie Ecclestone: “Como todo mundo sabe, temos um acordo com Donington. Espero que respeitem o acordo e façam o que devem fazer. Se não puderem, com certeza voltaremos a Silverstone”.
Donington vive tropeçando em suas reformas e batendo cabeça com os problemas jurídicos e de ordem burocrática. Ainda há o risco de a pista assinar contrato para os próximos 17 anos com a FOM, mas registremos desde já os nossos sinceros desejos de fracasso, já que o traçado não chega a ser uma Brastemp como Silverstone.
O vídeo acima dá uma ideia do modelo sem sal de Donington Park. Quem narra é justamente o atual Presidente do Clube de Pilotos da Grã-Bretanha, que deixou a vaga de Silverstone na F-1 escapar, mas ainda luta pela permanência do melhor autódromo. Na época, Damon Hill ainda fazia sua segunda temporada na categoria, já guiando pela Williams.

Vettel faz hat trick em Silverstone

Mais uma corrida movimentada e bastante disputada em Silverstone.
A largada ocorreu limpamente. Os pilotos da Ferrari ganharam boas posições, tendo que espalhar e passar pela área de escape da curva 1 para evitar algum toque com os concorrentes. Raikkonen ganhou quatro posições, mas dali pra frente só perderia terreno.
Vettel, Barrichello e Webber sustentaram suas colocações. Trulli caiu muito, ao contrário de Nakajima, que pulou mais adiante. Massa havia deixado dois pilotos para trás, porém cometeria um erro na volta 2, quando foi superado por Jenson Button, que fez uma largada ruim.

Grandes confrontos de pista ocorreram neste domingo e a equipe BMW participou em peso. Heidfeld danificou sua asa dianteira logo no início da prova, ainda assim foi osso duro de roer na defesa de posição contra os constantes ataques de Fernando Alonso. O alemão jogou limpo, não cedeu à pressão, sustentou seu posicionamento até o instante de parar no box para reparar o estrago. Robert Kubica teve Lewis Hamilton na cola, sem sofrer tantas investidas como o companheiro.
Mais para o final da corrida, Hamilton e Alonso protagonizariam um belo duelo, a começar pela espalhada do espanhol, que permitiu ao inglês colocar de lado e deixar o rival para trás. Lewis passaria a atacar Nelsinho Piquet, que soube segurar o campeão, até que o asturiano recuperou a posição ao ver Lewis dar uma escapadinha.
Escapada de verdade aconteceu quando Hamilton pisou fora da pista e girou para a grama, para o espanto de sua Pussycat Doll. Terminaria o GP de casa apenas em 16º. Piquet se aproveitou do tráfego enfrentado pelo bicampeão para fazer sua estratégia funcionar mehor que a do companheiro. Concluiu em 12º, tendo Alonso em 14º, e Kubica entre eles.
De volta à ponta, tivemos muitas posições decididas no xadrez dos pit tops. Webber fez a primeira parada depois de Rubens e retornou à frente do brasileiro. À essa altura, a vantagem de Vettel já era grande, e o pódio estava automaticamente definido.

Felipe Massa optou por uma tática que lhe permitiu parar muito depois dos concorrentes, manobra que lhe redeu um avanço surpreendente ao quinto posto, atrás de Rosberg, que seria batido pelo ferrarista na segunda parada. Pela primeira vez em bastante tempo, a Ferrari é digna de aplausos pelo encaixe de uma respeitadíssima estratégia. Massa respondeu bem na pista ao jogo traçado pela equipe, conseguindo sair de 11º rumo ao 4º lugar.
No final, Button ganhou ritmo suficiente para se aproximar de Rosberg, mas teve de se contentar com três pontinhos num fim de semana diferente da Brawn GP. Trulli e Raikkonen fecharam a zona de pontuação, deixando Glock com o lugar dos bobos.
Menção honrosa ao semi-morto Giancarlo Fisichella por sua exibição atípica na Inglaterra. O italiano ganhou várias posições na largada, contando com uma primeira perna de corrida relativamente longa. Fez uma prova concisa e cruzou a linha em 10º.
Melhor que Kazuki Nakajima, vindo de quinto no treino, regredindo até a 11ª posição na corrida.

Como não poderíamos terminar sem uma batidinha para quebrar o clima, Bourdais e Kovalainen se encarregaram de providenciar uma. O finlandês saiu dos boxes, disputou com o parceiro de McLaren, resolveu ceder a posição, e foi surpreendido na tomada da chicane pelo ataque do francês. Ao fechar a porta, quebrou o bico da STR e destruiu seu pneu traseiro esquerdo com o toque. Os dois se retiraram.
Nó pódio, a dobradinha da Red Bull comemorou ao lado do mago Adrian Newey. Rubinho, pela segunda vez consecutiva, chega em terceiro em Silverstone, repetindo a enigmática flechada simulada também no ano passado.
Antes da festa do champagne, a organização acertou a mão ao tocar o hino da Áustria para a equipe austríaca. A patacoada da China não deve mais se repetir.

Vettel venceu de maneira incontestável o GP da Inglaterra. Monza e Silverstone no bolso não são nada mal para o começo da trajetória de um gênio.
E não venham dizer que ele não vence em piso seco. O tabu está quebrado. Agora, é aproveitar as férias e retornar dentro de três semanas, para disputar outra prova em solo renomado: Nurburgring.
E, claro, é cedo para dar a Brawn como ultrapassada. Button continua sendo franco favorito no campeonato, um mau desempenho não é o suficiente para pôr em xeque o domínio que vinha sendo exercido até então.
Jenson é líder com 64 pontos. A briga pelo segundo esquenta: Barrichello-41, Vettel-39, Webber-35,5. Na sequência: Trulli-21,5, Massa-16, Rosberg-15,5, Glock-13.
Entre os contrutores, a vantagem também é ampla. Brawn-105, Red Bull-74,5, Toyota-34,5, Ferrari-26. A Williams soma 15,5, passando a McLaren, com 13.
GP da Inglaterra:
1. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull), 60 voltas, 1h22min49s328
2. Mark Webber (AUS/Red Bull), a 15s188
3. Rubens Barrichello (BRA/Brawn), a 41s175
4. Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 45s043
5. Nico Rosberg (ALE/Williams), a 45s915
6. Jenson Button (ING/Brawn), a 46s285
7. Jarno Trulli (ITA/Toyota), a 1min08s307
8. Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), a 1min09s622
9. Timo Glock (ALE/Toyota), a 1min09s823
10. Giancarlo Fisichella (ITA/Force India), a 1min11s522
11. Kazuki Nakajima (JAP/Williams), a 1min14s023
12. Nelsinho Piquet (BRA/Renault), a 1 volta
13. Robert Kubica (POL/BMW), a 1 volta
14. Fernando Alonso (ESP/Renault), a 1 volta
15. Nick Heidfeld (ALE/BMW), a 1 volta
16. Lewis Hamilton (ING/McLaren), a 1 volta
17. Adrian Sutil (ALE/Force India), a 1 volta
18. Sébastien Buemi (SUI/Toro Rosso), a 1 volta
Abandonos:
Sébastien Bourdais (FRA/Toro Rosso), 25 voltas
Heikki Kovalainen (FIN/McLaren), 24 voltas
Volta mais rápida:
Sebastian Vettel (ALE/Red Bull) 1min20s735

Piquet vence com dobradinha do Brasil

Um título nada auto-explicativo, só para quebrar a rotina.
A primeira bateria da GP2 em Silverstone, nesse sábado, foi uma corridaça. Romain Grosjean largou na pole e abriu por algumas voltas, até começar a perder rendimento. Com isso, o brasileiro Alberto Valério passou a encostar, juntamente com Lucas di Grassi, terceiro colocado.
Depois de tanto resistir, o francês foi superado na oitava volta, quando Valério adquiriu a liderança para não mais perder. Lucas travaria um duelo tão empolgante quanto contra seu rival, que culminou na longa saída de pista de Romain com a bela manobra do di Grassi.

Na dança do pit stop, Nico Hulkenberg usou da estretégia para pular para segundo, jogando Lucas novamente em terceiro. O brasileiro, que trocou os quatro pneus - contra dois do finlandês -, foi tirando a vantagem a cada volta, até colar e protagonizar mais uma briga forte pela segunda colocação. Enquanto isso, o mexicano Sérgio Perez, que havia largado em último, vinha de quarto para participar da disputa, dando ainda mais trabalho ao piloto da Racing Engeneering, que agora precisava superar Hulkenberg a todo custo.
Lucas enfim passou Nico. Este conseguiu ao menos se sustentar no pódio, após algumas excelentes traseiradas na defesa de posição. E assim fechou-se o dia: Alberto Valério em primeiro, di Grassi em segundo e Hulkenberg em terceiro.

A corrida marcou o retorno da equipe Piquet ao lugar mais glorioso do pódio, relembrando os tempos do Nelsinho.
Se a corrida da F-1 for uma sombra da grande prova que ocorreu na GP2, estará de bom tamanho; e é o que se espera. Silverstone costuma operar esses milagres, não importa qual o carro ou a categoria, toda corrida que acontece lá é disputada como o público gosta.
Lembrando que neste domingo entraremos ao vivo, a uma hora da largada, no programa Pré Race, neste link. De 8h às 8:45h, falaremos das expectativas, abordaremos as estratégias, responderemos as perguntas dos ouvintes e tudo o mais que nosso tempo permitir.